quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Desistir de um sonho

Desistir de um sonho

É desistir de uma vida,

É enterrar um desejo antigo,

A idéia, o fato não vivido,

Sem rituais fúnebres,

Mas com a mesma dor da perda.

Com a agonia de despedir-se,

Na certeza de nunca mais voltar.

É a dor de cada dia,

É a chaga sangrenta,

É a morte chegando fria e lenta.

E mesmo viva, persista a esperança,

Acalentando; consolando o coração,

Talvez quem sabe ser mais feliz um dia,

Se é que a felicidade e a alegria,

São troféus para aqueles que sofrem

Compassada a angústia

De não poder sonhar convictamente,

Vendo então o sonho virar ilusão,

E desiludido ficar enxugando

As lágrimas amargas no rosto,

Marcando a expressão tristonha.

Típica de quem não venceu,

De quem recebeu a derrota

Impostamente, mesmo tendo lutado

Para alcançar os cimos da vitória.

Não pode ser covarde quem

Desiste de um sonho que

Depende de outro querer

O mesmo sonho realizar.

Desistir de um sonho assim,

É fugir da dor do medo,

Que impede o outro de sonhar,

Sem querer compartilhar a incerteza

De tentar acertar o passo,

Sem que se possa tropeçar.

Nenhum comentário: